LAMBIDA NA ORELHA
Faz tempo que eu não escrevo, pois tivemos as festas de final de ano e, por mais que eu não tivesse feito festa alguma além do aniversário do meu marido e do meu filho, eu não conseguia me concentrar nas práticas. Muito esquisita essa energia de fim de ano, me deixa muito inquieta.
Eu tentei fazer a movimentação energética algumas vezes, mas quase sempre acabava dormindo no meio.
Mesmo não conseguindo trabalhar minhas energias, essa noite eu acho que saí do corpo (ou foi um sonho muito lúcido). É difícil de explicar o que eu senti, mas tentarei. Imagine que eu sou uma cebola. Então era retirada camada a camada, de maneira muito rápida, e a cada camada que saía eu me tornava mais consciente. Não me pergunte do que eram feitas essas camadas pois eu não sei, só estou usando uma analogia para que você consiga entender o que eu senti na hora. Eu ía ficando mais leve e mais consciente.
Contarei aqui como eu me lembro, pois eu perdi a lucidez algumas vezes e depois a retomei. A primeira vez que eu percebi que não estava sonhando, era noite e eu estava subindo uma rua da casa da minha avó. Eu só tomei conhecimento de que eu não estava no meu corpo, porque eu não saio a noite sozinha, pois é muito perigoso. Primeiro eu pensei que estava sonhando, mas então senti que eu realmente estava fora do corpo. Eu me senti perdida de imediato, com medo de sair andando por aí e me enfiar em problemas. Eu comecei a chamar pelos mentores, perguntei o que eu deveria fazer. Literalmente em um piscar de olhos, eu me vi em um lugar completamente diferente, muito estranho. Uma bagunça absurda. Eu sabia que era o apartamento onde eu moro, só que a sua versão no astral. Haviam cômodos em todos os lados, portas no teto, janelas dentro de casa que aparentemente não davam a lugar algum. Estava cheio de gente. Pessoas de todos os tipos. Eu fiquei super na minha. Só passei andando, mas eu me sentia perdida. Olhei para o chão, embaixo de uma mesa, e vi dois bebês gêmeos negros, só de fralda. Eu me abaixei e comecei a passar a mão na cabeça e nas bochechas deles pois eles eram muito lindos. Tive vontade de pegá-los no colo, mas tive medo de alguém achar ruim. Eles eram perfeitos, pareciam duas estátuas de mármore de tão lindos. Foi aí que eu perdi a consciência a primeira vez.
Eu senti que estava de volta ao meu corpo, mais ele ainda estava dormindo. Resolvi me esforçar mais uma vez para sair. Relaxei e de repente senti um tranco bem forte. Foi aí que consegui tirar um braço, depois o outro e eu escorreguei de lado para fora do corpo novamente. Tive o desejo de olhar para trás, mas eu senti fortemente que, se eu visse meu corpo na cama, eu voltaria para ele de imediato. Eu acho que meu sorriso estava nas orelhas literalmente, pois eu estava muito empolgada para me afastar do corpo o mais rápido possível. Eu moro no quarto andar. Eu fui até a janela, olhei para baixo e a paisagem estava estranha e assustadora. Lá fora havia apenas uma plantação imensa de cactos gigantes. Essas cactos tinha o formato de cabeças de leão. Coisa de louco. Na hora eu pensei que eu não iria sair e correr o risco de me espetar toda naqueles cactos, ou então levar uma mordida de um deles, pois eu percebi que eles rugiam e se mexiam.
Só pra constar, as informações do que eu deveria fazer ou deixar de fazer, simplesmente brotavam dentro de mim, como se fosse meu pensamento, mas não era, pois eu não pensava. Eu esperei um pouco, pois senti que era para esperar. Senti tudo mudando ao meu redor. Os leões planta sumiram e o cenário estava mais parecido com o que eu vivo, só que não havia nenhum carro no estacionamento. Essa foi a hora que eu subi na janela e me joguei. Eu voei por alguns metros. Voei gritando de alegria. Se tinha alguém ali perto, deve ter se perguntado o porque de uma doida sair voando e gritando. Foi muito difícil voar e controlar a altitude. Eu acabei descendo e resolvi ir andando mesmo.
Eu preciso explicar uma coisa antes de dar continuidade. Eu já saí do corpo várias vezes, todas as vezes sem querer sair. Eu apenas tomava consciência de que estava fora e pronto, ou então, sentia a catalepsia e relaxava, pra então conseguir sair. Nessas outras saídas, eu estava morando em outro lugar, e aquele lugar a minha volta já era conhecido por mim. Dessa vez eu estava perdida, pois era a primeira vez que eu saía do corpo aqui onde estou morando. Eu prossegui andando até chegar num lugar muito estranho, como se fosse um porto em escala reduzida. Existiam pequenos canais por onde corria uma água bem escura. Nas partes secas, haviam containers empilhados. Eu pulei um desses canais (como se a gravidades fosse menor, pois eu dava super pulos) e me deparei com um homem vestido de palhaço. Ele me viu e começou a jogar bombas em mim. Eu digo bombas, pois foi isso que eu senti quando ele jogou o primeiro objeto em minha direção. Eu dei mais um salto e acabei parando em cima de uma pilha de containers. Olhei para baixo e o palhaço continuou jogando coisas em mim. Eu consegui pegar uma delas na mão e vi que ele estava jogando em mim brinquedos de borracha, igual aos que a gente dá pro cachorro morder. QUE SAFADO! E fez eu pensar que eram bombas. Eu peguei uma "bomba" na minha mão e joguei de volta nele. Então eu disse a ele: "Você não vai me enganar, eu estou consciente." Ele deu um sorriso muito malicioso e continuou jogando as "bombas" pro outro lado.
Não sei como, mas eu cheguei em um lugar muito movimentado, com muita música e muita gente. Fui andando, super na minha pra não chamar a atenção, mas não deu muito certo, pois cada vez que eu olhava para trás, tinha alguém colado em mim, me seguindo. Na primeira vez eu me virei e me deparei com um menino, muito magrinho, sem camisa, só de bermuda. O guri portava um ARMA! Ele chegou a apontar essa arma pra mim, pra assustar mesmo. Então eu me virei e disse: "Eu estou fora do corpo e estou consciente. Fica na sua, pois eu tô de boa. Assim ninguém se machuca." O moleque saiu correndo sem olhar pra trás.
Continuei andando mais um pouco. O lugar que eu estava era muito diferente. Era de noite, e haviam luzes penduradas em tudo, como se fosse festa. Pra ficar fácil de imaginar o que eu vi, tente encaixar aqui um carnaval de rua em New Orleans, não tão tumultuado, pois aquilo ali parecia ser rotina, todos pareciam ser moradores dali, estavam acostumados com aquele cenário. Haviam coretos enfeitados e tudo parecia ser muito bonito. Olhei para trás novamente e vi uma mulher muito bonita de cabelos pretos e longos me seguindo. Eu sorri para ela, pois não me parecia ameaçadora. Ele chegou do meu lado e começou a caminhar comigo. Eu olhava para ela e ela apenas sorria. Continuei caminhando, admirando a paisagem. Do nada eu senti um tranco muito característico, e me toquei na hora o que estava acontecendo. Pra ficar fácil de entender, eu senti uma "encoxada" energética. A mulher estava colando em mim, puxando minha energia. Então eu senti uma linguada na orelha, como se eu fosse lambida por uma vaca. Ela tentou fazer eu perder a consciência, mas eu lutei. Dei um empurrão na linguaruda mas ela me agarrou pelos dois braços e ficou me segurando. Ficamos cara a cara. Dessa vez consegui enxergar o verdadeiro rosto dela: uma velha digna de filme de terror, pálida, de cabelos cinza, com dentes faltando na boca, e os que tinha estavam cerrados e quebrados. Ela não possuía olhos, ou os olhos eram inteiramente negros. A língua dela era comprida e pontiaguda, chegava na metade do peito dela. Eu comecei a tentar me soltar, mas ela não me soltava. Eu gritava: "Me solte! Não quero te machucar!" Ela não botou fé e continuou tentando me agarrar. Recebi dentro de mim a informação de fazer a seguinte coisa: acumular o máximo de energia na região da cabeça, igual quando faço a prática energética. Eu fiz isso, na medida do possível com aquela maluca me agarrando. Então eu dei mais uma chance a ela de me soltar. Não me soltou. Infelizmente, ao acumular aquela quantidade de energia na altura da cabeça, recebi a ordem de soltar toda essa energia pelo meio da testa em direção a ela. Quando fiz isso, saiu como se fosse um tiro energético do meu frontal, acertando a velha em cheio. Ela voou uns 6 metros e caiu desacordada ao chão. Só deu gente correndo pra tudo quanto é lado, todo mundo desesperado.
Após eu dar um "head shot" energético na velha, eu olhei novamente o lugar onde estava. Era o mesmo lugar de antes, só que agora estava sem a "maquiagem". Era um lugar todo quebrado, velho, caindo aos pedaços. Não tinha mais aquela alegria, aquela beleza de festa. As ruas estavam mais estreitas, haviam becos com lixo no chão, pessoas dormindo no meio desse lixo, tudo quebrado, rachaduras nos prédios, muros pichados, e algumas pessoas mais a frente se prostituindo. Mais pra frente fui surpreendida com algo que fica até difícil de entender. No final da rua, encaixada em um beco, havia uma cama de casal imensa, com lençóis muito brancos. Em cima dessa cama estava MEU MARIDO! Ele estava dormindo. Eu pensei em me aproximar imediatamente, pra poder levar ele pra passear comigo. Foi aí que eu recebi uma ordem muito forte e clara dentro de mim: NÃO SE APROXIME! Eu parei e fiquei observando mais um pouco. Comecei a analisar os detalhes: os cabelos dele estavam mais compridos que o normal, batendo na cintura. Estavam mais escuros e mais brilhosos. Ele estava com o corpo mais tonificado e estava peladão debaixo do lençol. Começou a se mexer, com o intuito de chamar minha atenção, como se estivesse tendo um sonho. Foi aí que eu vi algo que me fez perceber que aquele ali não era meu marido. Aquela pessoa tinha uma tatuagem enorme no lado direito do peito: era um Sol Negro. Eu travei de medo. Ele percebeu que eu não ía me aproximar. Então ficou de joelhos na cama, com o lençol cobrindo estrategicamente as partes, mas ainda sim ele estava todo "seduzente" me olhando, como quem diz: "Tem certeza que não quer chegar mais perto?" Eu piquei minha mula dali.
Indo mais além, cheguei em uma zona de prostituição pesada. Parecia um grande centro comercial, todo destruído, e em cada porta que entrava, dava para um longo corredor com vários quartinhos com o pessoal fazendo suruba. Eu entrei em um desses corredores, uma ala que aparentemente era voltada aos homens homossexuais. Parado ao lado de uma porta, havia uma rapaz de olhos bem claros. Ele estava encostado esperando a vez dele de fazer programa com o moço que estava dentro do quarto. Eu passei por entre as filas de homens que aguardavam a vez de entrar em outros quartos e me aproximei dele. Pude perceber que ele estava perdido, não estava consciente, parecia um zumbi. O rapaz que estava atendendo dentro do quarto apareceu na porta e chamou o homem que estava atrás do jovem zumbi. Percebi que esse jovem estava ali há algum tempo, e só chorava. Passei meu braço em volta dele (pois senti que era isso que eu deveria fazer) e saí andando com ele abraçada. No meu próprio corpo eu tenho 1.56m de altura, mas fora do corpo eu sou alta pra caramba, pois o jovem batia no meu ombro. Saímos daquela zona de prostituição. Senti alguém se aproximar de nós dois, falando com o rapaz. Então perdi minha lucidez e acordei.
Essa foi a experiência que tive essa noite. Foi longa, tumultuada e não sei se consegui ajudar aquele rapaz. Espero ter sido útil de alguma forma. Outra coisa que me intriga é o fato de tentarem de todas as formas me enganar. O homem que se passou pelo meu marido se esforçou bastante para me enganar, e eu senti uma energia muito poderosa vindo dele, uma maldade e frieza grande, como se ele não fosse desse planeta. Com a velha linguaruda eu consegui lidar, mas com o homem tatuado eu tenho certeza que eu me daria muito mal.
Espero um dia conseguir entender essas coisas, e mais ainda espero ser útil sempre.
Até a próxima.
Eu tentei fazer a movimentação energética algumas vezes, mas quase sempre acabava dormindo no meio.
Mesmo não conseguindo trabalhar minhas energias, essa noite eu acho que saí do corpo (ou foi um sonho muito lúcido). É difícil de explicar o que eu senti, mas tentarei. Imagine que eu sou uma cebola. Então era retirada camada a camada, de maneira muito rápida, e a cada camada que saía eu me tornava mais consciente. Não me pergunte do que eram feitas essas camadas pois eu não sei, só estou usando uma analogia para que você consiga entender o que eu senti na hora. Eu ía ficando mais leve e mais consciente.
Contarei aqui como eu me lembro, pois eu perdi a lucidez algumas vezes e depois a retomei. A primeira vez que eu percebi que não estava sonhando, era noite e eu estava subindo uma rua da casa da minha avó. Eu só tomei conhecimento de que eu não estava no meu corpo, porque eu não saio a noite sozinha, pois é muito perigoso. Primeiro eu pensei que estava sonhando, mas então senti que eu realmente estava fora do corpo. Eu me senti perdida de imediato, com medo de sair andando por aí e me enfiar em problemas. Eu comecei a chamar pelos mentores, perguntei o que eu deveria fazer. Literalmente em um piscar de olhos, eu me vi em um lugar completamente diferente, muito estranho. Uma bagunça absurda. Eu sabia que era o apartamento onde eu moro, só que a sua versão no astral. Haviam cômodos em todos os lados, portas no teto, janelas dentro de casa que aparentemente não davam a lugar algum. Estava cheio de gente. Pessoas de todos os tipos. Eu fiquei super na minha. Só passei andando, mas eu me sentia perdida. Olhei para o chão, embaixo de uma mesa, e vi dois bebês gêmeos negros, só de fralda. Eu me abaixei e comecei a passar a mão na cabeça e nas bochechas deles pois eles eram muito lindos. Tive vontade de pegá-los no colo, mas tive medo de alguém achar ruim. Eles eram perfeitos, pareciam duas estátuas de mármore de tão lindos. Foi aí que eu perdi a consciência a primeira vez.
Eu senti que estava de volta ao meu corpo, mais ele ainda estava dormindo. Resolvi me esforçar mais uma vez para sair. Relaxei e de repente senti um tranco bem forte. Foi aí que consegui tirar um braço, depois o outro e eu escorreguei de lado para fora do corpo novamente. Tive o desejo de olhar para trás, mas eu senti fortemente que, se eu visse meu corpo na cama, eu voltaria para ele de imediato. Eu acho que meu sorriso estava nas orelhas literalmente, pois eu estava muito empolgada para me afastar do corpo o mais rápido possível. Eu moro no quarto andar. Eu fui até a janela, olhei para baixo e a paisagem estava estranha e assustadora. Lá fora havia apenas uma plantação imensa de cactos gigantes. Essas cactos tinha o formato de cabeças de leão. Coisa de louco. Na hora eu pensei que eu não iria sair e correr o risco de me espetar toda naqueles cactos, ou então levar uma mordida de um deles, pois eu percebi que eles rugiam e se mexiam.
Só pra constar, as informações do que eu deveria fazer ou deixar de fazer, simplesmente brotavam dentro de mim, como se fosse meu pensamento, mas não era, pois eu não pensava. Eu esperei um pouco, pois senti que era para esperar. Senti tudo mudando ao meu redor. Os leões planta sumiram e o cenário estava mais parecido com o que eu vivo, só que não havia nenhum carro no estacionamento. Essa foi a hora que eu subi na janela e me joguei. Eu voei por alguns metros. Voei gritando de alegria. Se tinha alguém ali perto, deve ter se perguntado o porque de uma doida sair voando e gritando. Foi muito difícil voar e controlar a altitude. Eu acabei descendo e resolvi ir andando mesmo.
Eu preciso explicar uma coisa antes de dar continuidade. Eu já saí do corpo várias vezes, todas as vezes sem querer sair. Eu apenas tomava consciência de que estava fora e pronto, ou então, sentia a catalepsia e relaxava, pra então conseguir sair. Nessas outras saídas, eu estava morando em outro lugar, e aquele lugar a minha volta já era conhecido por mim. Dessa vez eu estava perdida, pois era a primeira vez que eu saía do corpo aqui onde estou morando. Eu prossegui andando até chegar num lugar muito estranho, como se fosse um porto em escala reduzida. Existiam pequenos canais por onde corria uma água bem escura. Nas partes secas, haviam containers empilhados. Eu pulei um desses canais (como se a gravidades fosse menor, pois eu dava super pulos) e me deparei com um homem vestido de palhaço. Ele me viu e começou a jogar bombas em mim. Eu digo bombas, pois foi isso que eu senti quando ele jogou o primeiro objeto em minha direção. Eu dei mais um salto e acabei parando em cima de uma pilha de containers. Olhei para baixo e o palhaço continuou jogando coisas em mim. Eu consegui pegar uma delas na mão e vi que ele estava jogando em mim brinquedos de borracha, igual aos que a gente dá pro cachorro morder. QUE SAFADO! E fez eu pensar que eram bombas. Eu peguei uma "bomba" na minha mão e joguei de volta nele. Então eu disse a ele: "Você não vai me enganar, eu estou consciente." Ele deu um sorriso muito malicioso e continuou jogando as "bombas" pro outro lado.
Não sei como, mas eu cheguei em um lugar muito movimentado, com muita música e muita gente. Fui andando, super na minha pra não chamar a atenção, mas não deu muito certo, pois cada vez que eu olhava para trás, tinha alguém colado em mim, me seguindo. Na primeira vez eu me virei e me deparei com um menino, muito magrinho, sem camisa, só de bermuda. O guri portava um ARMA! Ele chegou a apontar essa arma pra mim, pra assustar mesmo. Então eu me virei e disse: "Eu estou fora do corpo e estou consciente. Fica na sua, pois eu tô de boa. Assim ninguém se machuca." O moleque saiu correndo sem olhar pra trás.
Continuei andando mais um pouco. O lugar que eu estava era muito diferente. Era de noite, e haviam luzes penduradas em tudo, como se fosse festa. Pra ficar fácil de imaginar o que eu vi, tente encaixar aqui um carnaval de rua em New Orleans, não tão tumultuado, pois aquilo ali parecia ser rotina, todos pareciam ser moradores dali, estavam acostumados com aquele cenário. Haviam coretos enfeitados e tudo parecia ser muito bonito. Olhei para trás novamente e vi uma mulher muito bonita de cabelos pretos e longos me seguindo. Eu sorri para ela, pois não me parecia ameaçadora. Ele chegou do meu lado e começou a caminhar comigo. Eu olhava para ela e ela apenas sorria. Continuei caminhando, admirando a paisagem. Do nada eu senti um tranco muito característico, e me toquei na hora o que estava acontecendo. Pra ficar fácil de entender, eu senti uma "encoxada" energética. A mulher estava colando em mim, puxando minha energia. Então eu senti uma linguada na orelha, como se eu fosse lambida por uma vaca. Ela tentou fazer eu perder a consciência, mas eu lutei. Dei um empurrão na linguaruda mas ela me agarrou pelos dois braços e ficou me segurando. Ficamos cara a cara. Dessa vez consegui enxergar o verdadeiro rosto dela: uma velha digna de filme de terror, pálida, de cabelos cinza, com dentes faltando na boca, e os que tinha estavam cerrados e quebrados. Ela não possuía olhos, ou os olhos eram inteiramente negros. A língua dela era comprida e pontiaguda, chegava na metade do peito dela. Eu comecei a tentar me soltar, mas ela não me soltava. Eu gritava: "Me solte! Não quero te machucar!" Ela não botou fé e continuou tentando me agarrar. Recebi dentro de mim a informação de fazer a seguinte coisa: acumular o máximo de energia na região da cabeça, igual quando faço a prática energética. Eu fiz isso, na medida do possível com aquela maluca me agarrando. Então eu dei mais uma chance a ela de me soltar. Não me soltou. Infelizmente, ao acumular aquela quantidade de energia na altura da cabeça, recebi a ordem de soltar toda essa energia pelo meio da testa em direção a ela. Quando fiz isso, saiu como se fosse um tiro energético do meu frontal, acertando a velha em cheio. Ela voou uns 6 metros e caiu desacordada ao chão. Só deu gente correndo pra tudo quanto é lado, todo mundo desesperado.
Após eu dar um "head shot" energético na velha, eu olhei novamente o lugar onde estava. Era o mesmo lugar de antes, só que agora estava sem a "maquiagem". Era um lugar todo quebrado, velho, caindo aos pedaços. Não tinha mais aquela alegria, aquela beleza de festa. As ruas estavam mais estreitas, haviam becos com lixo no chão, pessoas dormindo no meio desse lixo, tudo quebrado, rachaduras nos prédios, muros pichados, e algumas pessoas mais a frente se prostituindo. Mais pra frente fui surpreendida com algo que fica até difícil de entender. No final da rua, encaixada em um beco, havia uma cama de casal imensa, com lençóis muito brancos. Em cima dessa cama estava MEU MARIDO! Ele estava dormindo. Eu pensei em me aproximar imediatamente, pra poder levar ele pra passear comigo. Foi aí que eu recebi uma ordem muito forte e clara dentro de mim: NÃO SE APROXIME! Eu parei e fiquei observando mais um pouco. Comecei a analisar os detalhes: os cabelos dele estavam mais compridos que o normal, batendo na cintura. Estavam mais escuros e mais brilhosos. Ele estava com o corpo mais tonificado e estava peladão debaixo do lençol. Começou a se mexer, com o intuito de chamar minha atenção, como se estivesse tendo um sonho. Foi aí que eu vi algo que me fez perceber que aquele ali não era meu marido. Aquela pessoa tinha uma tatuagem enorme no lado direito do peito: era um Sol Negro. Eu travei de medo. Ele percebeu que eu não ía me aproximar. Então ficou de joelhos na cama, com o lençol cobrindo estrategicamente as partes, mas ainda sim ele estava todo "seduzente" me olhando, como quem diz: "Tem certeza que não quer chegar mais perto?" Eu piquei minha mula dali.
Indo mais além, cheguei em uma zona de prostituição pesada. Parecia um grande centro comercial, todo destruído, e em cada porta que entrava, dava para um longo corredor com vários quartinhos com o pessoal fazendo suruba. Eu entrei em um desses corredores, uma ala que aparentemente era voltada aos homens homossexuais. Parado ao lado de uma porta, havia uma rapaz de olhos bem claros. Ele estava encostado esperando a vez dele de fazer programa com o moço que estava dentro do quarto. Eu passei por entre as filas de homens que aguardavam a vez de entrar em outros quartos e me aproximei dele. Pude perceber que ele estava perdido, não estava consciente, parecia um zumbi. O rapaz que estava atendendo dentro do quarto apareceu na porta e chamou o homem que estava atrás do jovem zumbi. Percebi que esse jovem estava ali há algum tempo, e só chorava. Passei meu braço em volta dele (pois senti que era isso que eu deveria fazer) e saí andando com ele abraçada. No meu próprio corpo eu tenho 1.56m de altura, mas fora do corpo eu sou alta pra caramba, pois o jovem batia no meu ombro. Saímos daquela zona de prostituição. Senti alguém se aproximar de nós dois, falando com o rapaz. Então perdi minha lucidez e acordei.
Essa foi a experiência que tive essa noite. Foi longa, tumultuada e não sei se consegui ajudar aquele rapaz. Espero ter sido útil de alguma forma. Outra coisa que me intriga é o fato de tentarem de todas as formas me enganar. O homem que se passou pelo meu marido se esforçou bastante para me enganar, e eu senti uma energia muito poderosa vindo dele, uma maldade e frieza grande, como se ele não fosse desse planeta. Com a velha linguaruda eu consegui lidar, mas com o homem tatuado eu tenho certeza que eu me daria muito mal.
Espero um dia conseguir entender essas coisas, e mais ainda espero ser útil sempre.
Até a próxima.
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