O BAIXINHO CABEÇUDO VEIO ME PEGAR

Se você gosta de assuntos espirituais, faz projeção astral (sem querer ou com técnica), sempre que pode conversa sobre coisas "sobrenaturais" com as pessoas, então com certeza você já teve contato com seres extraterrestres. Se ainda não teve, se prepare... ELES IRÃO ATRÁS DE VOCÊ!
Brincadeirinha... 
Quando eu era criança, eu podia assistir o filme O Bebê de Rosemary sozinha de madrugada, que eu não sentia medo. Adorava ouvir os causos de fantasma que meu tio contava, e sempre pedia para ele contar mais.
 Eu nasci no ano de 1991, e na metade da década de 90, algo aconteceu que mudaria para sempre minha percepção de medo. Quem aí se lembra do famoso caso do ET de Varginha? Então, esse foi meu MAIOR trauma de criança. Era só começar a dar a notícia do caso no Jornal Nacional,  que eu corria abraçar meu pai, ficava tremendo toda, chorava por minutos a fio. Era um medo fora do normal.
Eu era uma criança muito bagunceira, muito terrível, não parava quieta. Minha mãe, sabendo que eu não podia ouvir falar do ET de Varginha, resolveu usar isso a favor dela. Era só eu começar a aprontar que ela dizia: "Me obedeça! Senão o baixinho cabeçudo vai te pegar a noite!". Pra quê? Era só ouvir isso que eu travava, começava a suar frio, sentia uma onda gelada percorrer minha espinha. 
Já tive contato com os extraterrestres de todas as formas. Uma vez, quando eu tinha cinco anos, eu estava no parquinho brincando com meus primos. Era um domingo, e estava bem cheio. Eu subi na parte mais alta do escorregador e ali senti que minha atenção foi chamada. Quem tem contato sabe do que eu estou falando. Você sente sua atenção ser chamada, quase como se fosse ligado um interruptor por dentro. Eu olhei para cima e ali estava, uma bolinha prata parada no céu. Eu apontei para o céu. A princípio, apenas as crianças ficaram olhando, depois os adultos também viram. Depois de cinco minutos, umas cinquenta pessoas estavam olhando aquilo flutuando. Nos anos 90 não existia tecnologia boa e acessível. Algumas pessoas correram pegar as câmeras de filme e as Polaroids para tentar fotografar e mandar para o Fantástico. Aquela bolinha começou a fazer movimentos peculiares, pra cima, pra baixo, em diagonal. Até que sumiu. Meu medo em extraterrestre só se intensificou. 
Minha primeira experiência cara a cara com eles foi quando eu tinha 16 anos. A essa altura do campeonato, eu estava frequentando uma igreja evangélica, havia passado por várias sessões de exorcismo para bloquear minhas visões, e havia decidido que TUDO o que eu via,  era o diabo tentando me enganar. 
Eu cheguei do colégio super cansada. Eu estudava no centro de Curitiba. Demorava uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar de ônibus, todos os dias. Eu procurava ocupar ao máximo meu tempo fora de casa. Então eu saía 5:30 da manhã e chegava 19:30 em casa, pois fazia ginástica rítmica e espanhol de manhã e estudava à tarde. 
Cheguei em casa, tomei um banho, comi qualquer coisa e fui me deitar. Eu tinha catalepsia quase todos os dias. Minha mãe vivia alerta, se ela escutasse qualquer resmungo meu dentro do quarto, era para ir correndo me acordar. 
Me deitei e dormi na hora. Passado um tempo, não sei quanto tempo, acordei e percebi que estava em catalepsia. Abri meus olhos e vi algo absolutamente aterrorizante. Ali na escuridão do meu quarto, pude ver três silhuetas em volta de mim. As silhuetas eram baixinhas, magras e cabeçudas. Eu sentia o toque dos dedos deles na altura da minha barriga. A catalepsia que eu senti foi diferente das que eu tinha comumente, foi mais forte e eu sentia como se uma corrente elétrica percorresse todo o meu corpo. Eu comecei a suar grosso, tentava me mexer mas não conseguia. Tentava falar mas não podia. Eu podia ouvir minha própria respiração ofegante, forte. Entrei em desespero, pois eu pensei que eles iriam me levar embora, me dissecar, que eu nunca mais fosse ver a minha mãe. 
Passado alguns eternos segundos, eu pensei assim: "Por favor, não me leve embora. Não me machuque! Eu quero ficar com a minha mãe."
Fechei os olhos com força. Passado alguns segundos, senti meu corpo relaxando, ainda com uma certa carga de eletricidade. Consegui mover meus braços, minhas pernas... Me levantei o mais rápido que eu pude e acendi a luz. Eu estava suada, com o cabelo molhado, aquela eletricidade estranha ainda percorria meu corpo inteiro. Dessa vez pareceu tão real, não foi como se eu tivesse acordado de um pesadelo. Foi forte. Eu senti os dedinhos longos e frios tocando minha barriga. 
Na minha cabeça foi plantado que tudo era obra do demônio, que extraterrestres não existiam, que Deus havia criado apenas nosso planeta. Comecei a me questionar... Se eles eram demônios malignos, porque eles me deixaram viva? Porque não fui levada? Eles atenderam meu pedido de não me machucar e foram embora assim que eu disse que queria ficar com a minha mãe. 
Depois dessa experiência, fiquei refletindo. Senti aquela eletricidade estranha percorrer meu corpo por alguns dias mais. Me questionava sobre tudo, mas mais ainda, sobre o porquê a igreja havia mentido para mim sobre tudo ser obra do demônio. Conclui que eles não eram demônios. Eles eram eles. Se extraterrestres existiam, o quê mais poderia existir por aí. 
Poucos meses depois,  me afastei definitivamente da igreja evangélica. Não conseguia mais me relacionar com pessoas que não entendiam minhas experiências. Não queria mais que ninguém colocasse a mão em mim para me exorcizar. 
Essa foi a primeira de MUITAS vezes que encontrei com ETs . Com o tempo, e após muitos ataques de pânico, consegui controlar o medo e ter experiências bastante ricas. Mas fica para a próxima. 
Até.

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